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| AS CRIANÇAS VERDES DE WOOLPIT |
No século 12, no vilarejo de Woopit em Suffolk, na Inglaterra, duas crianças de aparência verde foram encontradas na saída de um dor fossos da região por moradores que faziam a colheita de suas plantações.
As crianças, um garoto e uma menina, não falavam uma palavra em inglês e se comunicavam com uma linguagem desconhecida pelos cidadãos de Woolpit. A lenda conta que os dois foram levados para a casa de um morador. Richard de Calne, que se responsabilizou por cuidar deles.
Por vários dias, as crianças recusaram todos os tipos de comida, Apenas quando feijões foram oferecidos, o rapaz e a garota tiveram apetite. Depois de um tempo, ele perderam a coloração verde de suas peles, mas o menino acabou adoecendo e morrendo logo após seu batizado.
Pequenos seres verdes de um mundo
subterrâneo
A menina sobreviveu e cresceu e,
eventualmente, aprendeu a falar inglês. Ela explicou aos seus guardiões que ela
e seu irmão vieram de um mundo sem luz do sol, com pouca luminosidade, e que
não sabia dizer ao certo como eles foram parar na região de Woolpit.
Diferentes leituras
tentam explicar o mistério sobre essas crianças. Há quem acredite que elas
vieram mesmo de um mundo subterrâneo ou talvez até de um universo paralelo. Outra
teoria que acompanha essa lenda é a de que eles eram alienígenas e que poderiam
ter aterrissado na Terra por engano.
Minha singela opinião:
Não parece óbvio que essas crianças verdes cresceram em cavernas (independente do motivo) repletas de minerais ferrosos (cobre, prata), bem como privadas de sol (vitamina D), como os próprios relatos apontam? – Argíria? Anemia? Nossa pele adota sim a coloração de uma alimentação desequilibrada, embora rica em algum nutriente/ingrediente constantemente ingerido. O elevado consumo diário de cenouras, por exemplo, torna a coloração da pele e o branco dos olhos alaranjados e as extremidades podem adotar uma coloração marrom, tornando visíveis as digitais. Vagens são de fácil cultivo, mesmo sem a presença constante do sol e elas são consumidas verdes. Isto é, seus feijões são verdes e era tudo o que eles conheciam como alimento. Apesar dos visíveis traços afrodescendentes em seus rostos, temos como rebater com o albinismo. A forma como elas falavam foi tratada por idioma, o que facilmente poderia ter sido tratado como dialeto qualquer. As roupas provavelmente foram passadas de gerações em gerações, como acontece ainda hoje. E não necessariamente sabiam sobre as perseguições do rei Henrique II. Já Harlley defendeu no século XVII o atualíssimo tema “buracos de minhocas” siderais, só que num ambiente mais próximo a nós – a geologia terrena. Eu gosto de mistérios, mas eu gosto mais de raciocinar sobre eles e depurá-los, a fim de valsar só com o por enquanto inexplicável.
“Acreditar é mais fácil do que pensar. Daí existirem muito mais crentes do que pensadores.” – Bruce Calvert.
Abs,

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